sua diretriz. meu tormento
incomoda.
entristece.
chateia.
aborrece.
cansa.
encanta.
apaixona.
e enraivece.
trecos e tralhas...bagunça!
incomoda.
entristece.
chateia.
aborrece.
cansa.
encanta.
apaixona.
e enraivece.
A tela imitava o que os meus olhos queriam enquadrar.
Cada movimento natural, parecia ser premeditado a me levar ao desequilíbrio.
E você nem sabia o que os meus olhos observavam através daquelas lentes...
duas figuras que tem se feito presente em minha vida
mesmo que virtualmente.
ai lembro daquela frase:
"bem mais que virtuais, virtudes reais"
é meu jeito de amar a distância....
nem preciso dizer nomes.
eles sabem que são deles que eu estou falando...
"Aquilo que dá no coração e nos joga nessa sinuca, que faz perder o ar e a razão e arrepia o pelo da nuca.
Aquilo reage em cadeia, incendeia o corpo inteiro. Faísca, risca, trisca, arrodeia, dispara o rito certeiro.
Avassalador, chega sem avisar. Toma de assalto, atropela, vela de incendiar.
Arrebatador, vem de qualquer lugar. Chega, nem pede licença, avança sem ponderar.
Aquilo bate, ilumina, invade a retina, retém no olhar.
O lance que laça na hora, aqui e agora, futuro não há.
Aquilo se pega de jeito, te dá um sacode pra lá de além.
O mundo muda, estremece, o caos acontece, não poupa ninguém."
menino levado, esse Lenine...
Tinha que ser poeta?
Para me embalar em suas palavras bem colocadas,
Sentimentos a queima-roupa
E verdades que amedrontam?
Em silêncio, errado e indevido.
Incrível como apaixonados oscilam entre esperança e decepção com uma rapidez incalculável.
Basta um pequeno indício para fazer desabar e uma micro brecha para recarregar a esperança.
Isso que faz doer...
ANTES
Fazia tempo que não sentia essa ansiedade assim. Essa certeza, com medo de estar errada. Essa vontade de acontecer, com medo de que não aconteça. Afinal, por mais planos e sonhos, nunca acontece como penso.
DURANTE
Impossível escapar ilesa da sua voz. Cada movimento parecia destinado a me embriagar de você. Já não conseguia mais notar pessoas à volta, nem ruídos de conversa. Parecia ser apenas eu, você e o violão. Eis que veio aquela música.
DEPOIS
O mundo parecia ter desabado. O ruído das mesas parecia me ensurdecer. Não conseguia entender aquele brilho entre seus dedos, que me ofuscava a visão. Sinceramente, não entendia. Como pode? A certeza se desmanchando da forma que eu nunca iria imaginar.
DEPOIS DO DEPOIS
Levantei ainda sem acreditar no fracasso. Tentando buscar uma brecha para a renovação da esperança, mesmo sabendo que não iria encontrá-la. E na hora da despedida, tudo mudou. Seu olhar me fez derreter e aquele “quase” sem jeito, quase consumado, me fez tremer as pernas. - A gente se vê!
ansiedade.
ótimo combustível para minha vontade de escrever.
hoje, ansiosa.
mas sempre, sempre com aquele medo de que nada dê certo.
e só. só queria escrever isso mesmo.
o que mais aparentava mudanças
hoje se revela como aquele que eu sempre tive
aquele que eu sempre admirei
aquele que eu sei que eu posso contar.
e quem, outrora, se fez firme
pareceu único e imutável,
que condenou e reprimiu,
hoje se apresenta como outro que eu já desconheço.
incrível como meus trajetos sempre me levam a colidir com esse sentimento confuso que insiste em me perseguir.
mesmo sem eu sequer pensar que estou indo em sua direção, me deparo com a imagem que me faz perder o equilíbrio por algumas frações de tempo - e depois disso, tempo é o que, realmente, menos faz diferença.
e mesmo num ambiente familiar, mas estranho, consigo me conectar com essa outra parte de mim que te vê e te deseja, que sente seu cheiro mesmo nunca estado perto o suficiente.
que isso acabe: no meu fim, ou no nosso começo.
“Milk - A Voz da Igualdade” levou o Oscar de melhor Ator pela atuação de Sean Penn interpretando um ativista gay e primeiro homossexual a ocupar um cargo político nos EUA.
não sei por que cargas d'água demorei tanto com esse dvd guardado sem assistir.
mas acho que foi num momento oportuno.
acho todos esse pseudo-gays, essas meninas de hoje em dia que adoros dizer que são lésbicas, esses jovens em busca de atenção e modismo, fingindo ser O descolado que pega pessoas do mesmo sexo, deveriam assistir. homossexualidade não é brincadeira.
toda escolha carrega junto uma grande responsabilidade. pensem nisso.
Adendo:
Marco Ribeiro, dublador oficial de Sean Penn (e também pastor evangélico), se negou a dublar Sean em “Milk” alegando que não se sentiria a vontade com o filme.
lembro, claro que lembro.
não tem como esquecer
aquele emaranhado de verbos
por essa sua alma infantil.
dançava, sorria.
e teus cabelos negros
gingavam ritimados com teu corpo.
beijavas outra boca
e me olhavas
sem me deixar entender
impedindo-me de crer
"Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?”
(Razão de Ser - Paulo Leminsk)
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