invólucro [2]

ANTES
Fazia tempo que não sentia essa ansiedade assim. Essa certeza, com medo de estar errada. Essa vontade de acontecer, com medo de que não aconteça. Afinal, por mais planos e sonhos, nunca acontece como penso.

DURANTE
Impossível escapar ilesa da sua voz. Cada movimento parecia destinado a me embriagar de você. Já não conseguia mais notar pessoas à volta, nem ruídos de conversa. Parecia ser apenas eu, você e o violão. Eis que veio aquela música.

DEPOIS
O mundo parecia ter desabado. O ruído das mesas parecia me ensurdecer. Não conseguia entender aquele brilho entre seus dedos, que me ofuscava a visão. Sinceramente, não entendia. Como pode? A certeza se desmanchando da forma que eu nunca iria imaginar.

DEPOIS DO DEPOIS
Levantei ainda sem acreditar no fracasso. Tentando buscar uma brecha para a renovação da esperança, mesmo sabendo que não iria encontrá-la. E na hora da despedida, tudo mudou. Seu olhar me fez derreter e aquele “quase” sem jeito, quase consumado, me fez tremer as pernas. - A gente se vê!

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