mago
ainda me pego, vez ou outra
saudade boa, dessa quinta-feira que passou [e que, de certo modo, ficou]
trecos e tralhas...bagunça!
ainda me pego, vez ou outra
"Pra ser sincero, não espero de você mais do que educação(...)
Aperto de mãos, apenas bons amigos (...)
não adianta negar
você me faz bem. eu sei que faz.
mas está tão longe.
agora sim, de fato, sem chances pra esperança.
sem interpretações errada de entrelinhas,
sem previsões.
de volta ao meu janeiro.
minha última jogada.
me sinto presa.
quero dizer, mas não digo
quero fazer, mas não faço.
quero sentir. mas de que adianta?
é coisa pra não pensar demais.
ser e sentir do jeito que o coração está gritando.
fechar o olhos e pular.
se entregar.
e a vida se encarrega de dizer se é certo ou errado.
eu tenho coragem.
mas e vc?
aquilo mais uma vez.
essa meia-presença.
aquilo que quer quando quer
e que me faz guardar o que EU quero.
tento entender os motivos.
mas também não posso me reduzir a isso.
eu tenho vontade,
tenho sentimento.
eu também sinto dor...
eu tô meio que na base do tanto faz.
pq eu cansei de esperar demais e tomar porrada.
ou de colocar um ponto final, e voltar tudo outra vez.
aqui
o que acontece quando dois desiludidos se encontram?
um sentimento torto. uma dúvida constante.
e depois?
dois solitários vagando, novamente.
cada um no seu canto.
ela sorriu.
sorriu.
amou.
sentiu.
sofreu.
chorou.
acalmou.
o próximo passo
é esquecer.
dessa sua meia-presença, é que eu não preciso.
ou diz que está, e fica.
ou diz que não, e vai embora.
não vê nada. não sente nada. não percebe nada.
e algum tempo depois,
continuo sem saber o que dizer.
hoje, mais contida. mas ainda sim,
feliz - mesmo com medo.
diferente, mas não necessariamente oposto.
ou sim, oposto, mas complementar.
"Just to remember how differences are beautiful!"
eu até tento.
mas não é por querer, que eu penso em você.
simplesmente penso quando acordo,
quando vejo o mar, quando procuro estrelas,
quando respiro...
passo uns dias distraída.
mas, do nada, penso.
e tudo volta, dando voltas em minha cabeça,
coração e estômago.
e fica a lembrança daqueles dias bons
onde a esperança bateu forte
e a paixão pegou de jeito, mais uma vez.
"lave-me, água de chuva.
leve-me pra ver o mar
e love-me"
seu corpo gritava outro desejo.
mas seus olhos me confundiram...
decifra-me ou..."te devoraria a qualquer preço"
sim, eu gosto do chocolate.
sim, isso era tudo que eu queria te dizer...
- respondendo o sonho que tive essa noite... e que eu queria tanto que fosse realidade...
"Não é fácil, não pensar em você (...)
Na verdade eu preciso aprender (...),
Na verdade eu preciso esquecer (...).
Se você quisesse ia ser tão legal.
Acho que eu seria mais feliz do que qualquer mortal.
Na verdade, não consigo esquecer. Não é fácil..."
"Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?”
(Razão de Ser - Paulo Leminsk)
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